Colateral

de Mafalda da Nova Covas

Residência Artística | 02 de Maio a 12 de Junho de 2023, no espaço do antigo Jardim de Infância de Mosteiró

​​Texto Original: Jorge Pereira

Criação e Interpretação: Mafalda da Nova Covas Apoio à Criação: Jorge Pereira Vozes Off: António Durães, Bárbara M. Santos, Jorge Pereira, Miguel A. Moreira, Ondina Nova Luz e Som: Rodrigo Feiteira Cartaz: Ema Martins Produção: Mafalda da Nova Covas Apoio à Produção: Bárbara M. Santos e Tomás Seruca Bravo

Este é o segundo espetáculo a partir de um texto original a ser estreado por esta equipa. A primeira criação original, "Um Duche", estreou na Casa das Artes do Porto em março de 2022.


Sobre o texto:

Estamos nos anos 90, Vera (uma adolescente de 19 anos), decide iniciar uma investigação. A sua irmã mais nova (16 anos) foi assassinada e a polícia afirma saber quem é o assassino.

No entanto, Vera tem fortes motivações que a fazem acreditar que a polícia poderá ter sido desleixada ou pouco minuciosa na investigação portanto decide decobrir a verdade sozinha. O espetáculo acontece todo no mesmo espaço: o quarto da irmã de Vera e esse será o "espaço de trabalho" para toda a investigação clandestina. 

A forma como a personagem lidará com a investigação, as suas decisões, os obstáculos, a ambiência, a luz, o som, o espaço e o conflito irão partir do estilo neo-noir.

Seguindo o perfil base das personagens deste tipo de histórias, Vera é movida por uma necessidade de justiça e descoberta da verdade, mas ao longo do seu caminho esta obsessão irá levá-la a tomar decisões moralmente ambíguas e por vezes até violentas ou ilegais.

Em histórias neo-noir, o arco da personagem principal geralmente envolve o percorrer de uma jornada para descobrir a verdade sobre um crime ou mistério sombrio. O personagem principal é frequentemente caracterizado como um detetive ou investigador amador que está disposto a enfrentar obstáculos e desafios à medida que avança na investigação, incluindo confrontos com figuras perigosas, becos sem saída e reviravoltas inesperadas. Ao longo do caminho, o personagem também pode enfrentar questões pessoais, como lutas internas ou questões de auto-descobrimento. Por norma, no final da história, a personagem percebe que o descobrir da verdade é mais doloroso e por vezes até confuso do que permanecer na incerteza. O caminho até à verdade é acidentado e sempre percorrido numa atmosfera de

solidão.


Laboratório #1 "Um corpo que é partilhado" | 11, 18 e 25 de Março de 2023 das 10h15 às 13h15, no espaço do antigo Jardim de Infância de Mosteiró

Laboratório de Teatro / Dança, para maiores de 14 anos, moderado por Mafalda Covas

​​O objetivo deste Laboratório é iniciar uma pequena viagem de autoconhecimento do nosso corpo e utilizá-lo como ponto de partida para a criação de uma personagem. O nosso corpo é diferente todos os dias, portanto uma personagem também terá ligeiras diferenças todos os dias. Será criado um espaço livre para experimentação através de exercícios em grupo e individuais que passarão por variados temas, nomeadamente: relaxamento / respiração, exploração corporal, libertação de tensão muscular, improvisação e criação.

O nosso instrumento: o nosso corpo; 

O nosso objetivo: partilhar e criar juntos.

Laboratório #2 "Uma voz que é partilhada" | 22, 29 de Abril, 06 e 13 de Maio de 2023 das 10h15 às 13h15, no espaço do antigo Jardim de Infância de Mosteiró

Laboratório de Teatro / Dança, para maiores de 14 anos, moderado por Mafalda Covas

O objetivo deste Laboratório é iniciar uma pequena viagem de auto conhecimento e descoberta da nossa própria voz. Será criado um espaço de exploração de sons possíveis de serem encontrados na voz de cada um e como é que esses sons criam códigos que se transformam em linguagem. A voz será o nosso ponto de partida para o descobrir de uma personagem. De que forma o nosso corpo influencia a voz e vice-versa. De que forma conseguimos que nos ouçam? De que forma conseguimos transmitir uma história, uma mensagem? Iremos "emprestar"/"partilhar" a nossa voz com uma personagem e perceber as várias possibilidades que ela nos "abre" para o dizer de um texto.